ANTONIO CONTADOR

PROJECTS —
2019
        APOGÉE ET DÉCLIN #3
        FM - PUBLICATION
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TCA #5
TCA #4
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2017
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FM - PUBLICATIONS
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2016
TCA #3
APOGÉE ET DÉCLIN #1
L
2015
FM - TALK & WALK
FM - PUBLICATIONS
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TCA #2
MATÉRIAS BAIXÁS #2
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OLUR #2
2014
MATÉRIAS BAIXÁS #1
SAM
2013
FM - PRINTS
TU TE TUS
S
2012
MARCHE FUNÈBRE...
TCA#1
JE N’Y SUIS POUR RIEN
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STIMULO
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OLUR #1
SENTINELLES
J’AI BIEN DÉTRUIT TA LETTRE
2009
MONOLOGUES WHILE WALKING UP THE STAIRS...
2007
PERSIFFLEUR


CURATING & AL. — 
2017
DEEEP
2014
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2013
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2012
REVISITING ERNESTO DE SOUSA IN KASSEL
TFR #1
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2011
NOT YET
2005
RUIDOSO


PRESS —
2017
LE RÉPUBLICAIN LORRAIN
REVUE DIALOG
2016
LE TÉLÉGRAMME
OUEST FRANCE
2014
LE QUOTIDIEN DE L’ART
2013
UP MAG. (TAP - AIR PORTUGAL)
FROG


PAPERS & BOOKS (AS AN AUTHOR) 
2018
DA OPERÂNCIA E INOPERÂNCIA...
2017
THE ARTIST’S WITHDRAWAL... A NOÇÃO DE ESPERA...
2010
VERS UNE ESTHÉTIQUE DE L’ATTENTE
2004
SLAVES, CANNIBALS, BLACKS AND DJS...
2001
MUSIC AND THE IDENTIFICATION PROCESS OF THE YOUNG BLACKS IN PORTUGAL
BLACK YOUTH CULTURE IN PORTUGAL
1998
GENERATION CONSCIOUSNESS AND
ETHNICITY: FROM THE 2nd GENERATION TO THE NEW LUSO-AFRICANS

1997
RITMO E POESIA: OS CAMINHOS DO RAP






Mark
SLAVES, CANNIBALS, BLACKS AND DJS: SONIC SPRECTRUM AND IDENTITIES OF THE YOUNG BLACK BRASILIANS
Artigo




Escravos, canibais, blacks e DJs: sonoridades e identidades juvenis negras no Brasil (in Tribos urbanas: produção artística e identidades, José Machado Pais e Leila Blass (coord.), ICS, 2004, p. 161-184)


Resumo:

Este texto sobre as sonoridades e identidades juvenis negras no Brasil apresenta-se em duas partes. Uma de exploração teórica – os dois primeiros capítulos – em torno dos enunciados de Simon Frith, onde a relação com a música no sentido lato (composição, interpretação e audição) é ritualizadora da identidade ou do «processo de identificação», conceito esse formulado por René Gallissot. Um processo que se traduz na escolha individual das referências que se pretende activar, sujeita a uma lógica cultural estipulada a partir de um «fora» e que en- viesa a total modularidade identitária. Serão também convocados outros autores, entre os quais Arjun Appadurai, Jacques Attali, Zygmunt Bauman, Iain Chambers e Paul Gilroy, que nos ajudarão a entender os mecanismos sociais de catalogação das sonoridades – equacionadas aqui enquanto espaços referenciais –, umas válidas, outras não, pelas suas funções congregadoras, respectivamente, do consenso e do conflito sociais.
A outra parte – do terceiro ao último capítulo – propõe uma análise de conteúdo a vários documentos bibliográficos sobre os temas «música brasileira», «cultura juvenil negra» e «identidade juvenil negra», cruzando-a com as teias teóricas articuladas anteriormente. O todo forma um estudo prospectivo – que visa definir os contornos de problemáticas sociológicas – sobre a relação entre a música e a identidade dos jovens negros brasileiros. A formulação do conceito «jovens negros brasileiros» baseia-se noutro – «jovens negros portugueses» – investido e operacionalizado numa pesquisa anterior. Este último visava definir os contornos identitários dos filhos de imigrantes dos PALOP (países africanos de língua oficial portuguesa) residentes em Portugal por um processo de identificação que tinha nas referências musicais consumidas o seu ponto, simultaneamente, centrípeto e centrífugo. Neste sentido, com este trabalho procura-se agora balizar os possíveis contornos e limites do conceito «jovens negros brasileiros». Jovens, pela activação de referências delimitando uma «comunidade de consumidores» ageográfica mas proeminentemente jovem. Negros, porque está em questão a relevância das referências a uma certa África mítica, das «raízes», através de um ritmo e de certos sons constitutivos dos espaços de referência à africanidade e à negritude. Brasileiros, pela demarcação de um espaço referencial particular – a brasilidade – que é também, como iremos ver, um território imaginário de recontextualização das referências globais em órbita.

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